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quarta-feira, 9 de abril de 2008
Caminhões com grãos fazem fila de cem quilômetros no Paraná
O aumento das exportações de soja e milho causou uma fila de caminhões de cem quilômetros entre Curitiba e o porto de Paranaguá (PR). Com o auge da safra, o porto não está dando conta do embarque dos grãos. Com isso, caminhoneiros são obrigados a passar em média dois dias parados até atingir o litoral. A polícia enviou reforços, incluindo um helicóptero, para organizar o tráfego e para evitar roubos. A safra deste ano representa o recorde de exportações de soja e milho em Paranaguá. O porto criou uma operação especial para acelerar o descarregamento de 2.000 caminhões por dia. "Até 8 de abril, as exportações de milho por Paranaguá atingiram 700 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, havíamos exportado 18 toneladas. É impressionante", disse uma funcionária do porto. O embarque de soja já atingiu 1,24 milhão de toneladas deste ano, um aumento de 93% em relação ao ano passado. As rações à base de soja aumentaram 21% e atingiram 1 milhão de toneladas. Paranaguá investiu 3 milhões de dólares no ano passado para aumentar sua capacidade de exportar grãos. O porto passou de 6 milhões de toneladas por hora para 9 milhões. A safra deste ano no Brasil promete ser excepcional. Serão cerca de 38 milhões de toneladas de milho e 36 milhões de soja. Além desse bom resultado, as exportações estão sendo incentivadas também pelo temor do mal da vaca louca e dos alimentos transgênicos. Com a proibição do consumo de ração de origem animal na Europa, para evitar a doença nos rebanhos, a soja e o milho passaram a ser uma das principais fontes de proteína na pecuária. Na Ásia, os grãos brasileiros passaram a ser mais valorizados, especialmente no Japão, depois do fracasso do milho StarLink, geneticamente modificado e desenvolvido nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura norte-americano só aprovou o consumo desse milho para animais, mas mesmo assim esse produto foi usado na fabricação de tacos e salgadinhos, causando alergias em várias pessoas. Analistas dizem que levará vários anos para que esse tipo de milho saia completamente das lavouras. O Brasil atualmente proíbe lavouras transgênicas para fins comerciais, ao contrário de dois outros importantes exportadores mundiais de milho, os EUA e a Argentina.
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